A LEITURA SUBJETIVISTA DO IDEALISMO TRANSCENDENTAL NA PRIMEIRA EDIÇÃO DA CRP

Breno Augusto da Silva Franco

Resumo


Desde a sua primeira aparição em 1781, a Crítica da Razão Pura de Kant foi acusada de propor apenas uma versão mais sofisticada do idealismo fenomenista de Berkeley. Já na sua primeira resenha encontramos uma versão bastante contundente dessa acusação. Segundo os resenhistas, Kant teria identificado o objeto imediato de percepção com meras modificações do estado interno do sujeito e, com vistas a neutralizar as consequências céticas dessa identificação, ele teria reduzido os objetos empiricamente reais a modificações internas do sujeito ou construtos mentais a partir dessas modificações. Meu objetivo nesse ensaio (que expõe os resultados preliminares de uma pesquisa em andamento) é examinar quais poderiam ter sido as razões que levaram os primeiros leitores da CRP a essa compreensão fenomenista do idealismo transcendental de Kant. Minha conclusão é que há, de fato, um modo tentador de compreender algumas afirmações e argumentos de Kant, especialmente no Quarto Paralogismo da primeira edição, de acordo com o qual Kant efetivamente esposou uma versão de fenomenismo na primeira edição da CRP.

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